
A partir de 1870, a região Sul do Brasil
passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros;
no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que
permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais
cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não
causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela
Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo
foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais
tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871).
Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de
sua promulgação.
Em 1885, foi aprovada a lei
Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais
de 65 anos. Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que
liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta
lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no
Brasil.
A vida dos negros brasileiros após a abolição

Após a abolição, a vida dos negros
brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se
preocupou em oferecer condições para que os ex-escravos pudessem ser
integrados no mercado de trabalho formal e assalariado. Muitos setores
da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a
preferência pela mão-de-obra europeia, que aumentou muito no Brasil após
a abolição. Portanto, a maioria dos negros encontrou grandes
dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de
condições necessárias (moradia e educação principalmente).
Você sabia?
- 23 de agosto é o Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e sua Abolição.
- Antes de ser assinada pela Princesa
Isabel, a Lei Áurea foi aprovada no Senado com apenas um voto contrário.
Na Câmara dos Deputados a lei teve 83 votos favoráveis (de um total de
92).
- Nosso país foi o último a acabar com a escravidão.